caos
29 de maio de 2016 | 3:09 PM | 0 comentários


Abri a janela de uma casa sonhadora e me dei de cara com a realidade terrível.
Aquela realidade eu não quero nem lembrar. Vi gente preocupada com o próprio umbigo. Gente que não valorizava mais o afeto. Uma bagunça. Naquele mundo as pessoas vivam para o trabalho, chegavam tarde e saíam cedo, pouco viam seus filhos/pais. Não valorizavam a arte e nem a música da natureza. Fugiam da chuva, como se fosse uma droga. Jogavam pragas uns nos outros e pensavam coisas ruins sobre pessoas que viviam da arte de rua.
Naquele mundo não tinha diversão, só preocupação. Tinha correria e pouco tempo. Era um caos.
O pior de tudo é que aquele caos, era nós que causávamos.

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me deixa.
| 3:09 PM | 0 comentários

Me deixa fazer seu corpo desconhecido de moradia para os meus devaneios menos inocentes e fora da minha alma de poetisa que faz serenata. Me deixa pensar que ainda está aqui quando nunca esteve. Me deixa pensar que tu me pertences de forma em que somos parte daquilo que jamais poderei descrever ou escrever. Me deixa ser sua quando nunca fui. E não me deixa. Fica e diz o contrário de toda e qualquer teoria. Me deixa construir poesia nos fios dos seus cabelos, no seu sorriso oculto e no jeitinho que você encolhe os olhos nas fotos. Me deixa experimentar devagarinho cada parte do seu caos que atiça meus devaneios de poeta inexperiente. Me deixa apreciar cada parte em você, me deixa amar cada defeito e cada erro seu. Deixa eu me construir nas palavras que você diz, mesmo quando elas não são verdadeiras. Me deixa viver na simplicidade de acordar com o coração cheio de amor pra lhe entregar. Me deixa ser quem você quiser ao lado, me deixa largar minha essência inútil e solitária para me fazer daquela que você sempre quis - a que nunca serei.
Tu me deixaste.

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perdoa.
| 3:09 PM | 0 comentários

Perdoa a minha essência desesperada
Por você pensei que pudesse ser amada
É que por você pensei que pudesse ser completada
Por você pensei que pudesse ser esperada.
Perdoa a minha vontade de te amar
É que nunca pensei que fosse te achar
Eu só queria te pedir pra ficar
Você nem me esperou terminar
Mas talvez tenha sido eu que fiz tudo acabar.
Perdoa o meu sentimento inesperado
É que ele apareceu sem ser convidado
Criou um romance encantado
Que antes mesmo do começo foi acabado.
Perdoa a saudade escondida
É que eu sei que sempre vou ser incompreendida
E que por amar só, ela sempre vai ser doída
E o silêncio vai fazê-la diminuída.
Perdoa esse poema
É que escrever sempre foi o meu dilema
E eu, um problema.

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Flores
| 3:08 PM | 0 comentários


Sempre gostei de flores.Não tenho uma preferida exatamente, mas as margaridas me atraem. Eu gosto do contraste entre as pétalas e o miolo. O amarelo forte e o branco tão claro. Toda vez que passo na floricultura perto da minha casa, fico alguns segundos admirando beleza tão singela. Se juntassem todas as fotos que tenho de flores, não caberia em apenas um álbum. Mania de criança. Quando menor, fotografava diferente tipos e esperava algum dia que criaria uma enorme campanha pra incentivar as pessoas a protegerem a natureza, apenas lhes mostrando quanta beleza existe numa pequena flor.
E não apenas pela simples capacidade de admira-las, as flores renovam o sentimento.  “Trouxe estas pra você. São suas preferidas”  E o corpo se enche de amor. A alma se renova. O coração acalentado, trasborda de alegria. Tanto significado naquele pequeno vaso, naquelas cores, no aroma e na textura aveludada de uma flor.
A importância são se dá pelo tamanho ou pelo custo. Se dá pelo que provoca internamente dentro de nós. Se dá pelas batidas mais fortes no peito, e o sorriso involuntário que surge no rosto.
E que seja assim. Para onde for, que tenham flores. Por onde for, que vença o amor pelo simples.

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é amor ou ilusão?
28 de maio de 2016 | 10:35 AM | 0 comentários



Sabe quando você não consegue entender o que se passa na cabeça de alguém? Ás vezes ela quer te tratar com todo amor do mundo, se declarar e ora muda completamente. Será que você quer usar-me? Será que você ama-me como eu o amo? Será? É rapaz, eu não te entendo! Você diz querer ter-me só pra ti, mas pega outras garotas, beija outras meninas e deita com elas em outras camas. Você está mexendo comigo, está mexendo com meus sentimentos, bagunçando minha vida. Eu não entendo essa sua frieza logo comigo que sou tão quente. Será que foi a minha intensidade demais que fez você se afastar de mim? Mas quanto mais intensidade, mais amor, mas acho que você não gosta disso. Sabe, tive muito medo de me entregar e quando eu me entrego você me decepciona. Pensei que era diferente, pensei que era um homem maduro e sincero o suficiente para amar-me, mas me enganei! Me iludi com meus próprios pensamentos, fora que você ajudou a fazer com que eu acreditasse em suas palavras. É, eu realmente não entendo o que se passa em seu coração e em seu pensamento. Mas tenho certeza que eu não sou, tenho absoluta certeza! Será que foi pedir demais que você não mudasse comigo que você acabou mudando? Será que foi isso? Algumas pessoas dizem que estou exagerando, outras que estou me entregando demais e meu coração diz que estou sendo completamente trouxa. É, eu me enganei contigo, me enganei com quem era à um mês atrás. Talvez você já era assim e eu não percebi, me entreguei rápido demais e me prejudiquei. Agora o que me falta querer saber é, será que me ama ou apenas quer o meu corpo igual tem o das outras moças? Diga-me pela primeira e última vez, você realmente deseja-me como sua companheira?

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nada
26 de maio de 2016 | 3:43 PM | 0 comentários



Nenhum segundo a mais no despertador. Nenhum livro novo. Nenhum doce na geladeira. Nenhum sorriso cruzando a rua. Nenhum e-mail. Nenhuma gentileza. Nenhuma mensagem de aniversário. Nenhuma mensagem atrasada de aniversário. Nenhuma piada. Nenhum xingamento. Nenhum elogio. Nenhum barulho de grilo. Nenhum grito de medo. Nenhum acampamento na sala. Nenhuma mensagem no celular. Nenhuma ligação esperada. Nenhuma ligação inesperada. Nenhum aperto de mão sobrando. Nenhum nome faltando. Nenhum pedido atendido. Nenhuma pizza paga. Nenhum drink oferecido. Nenhum sorvete derretido. Nenhuma bochecha corada. Nenhum centavo ganho. Nenhum amor inteiro. Nenhum amor parcelado. Nenhum queixo sujo de brigadeiro. Nenhuma coberta quente. Nenhum sofá com marcas de uso. Nenhum badalar de sinos. Nenhuma nuvem em forma de cavalo no céu. Nenhuma ligação. Nenhum pedido de namoro. Nenhuma escova de dentes fora do pote. Nenhum lápis apontado. Nenhuma sombra. Nenhuma presença. Dias. Noites. Vida. Piloto automático.

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Caça palavras
| 1:21 PM | 0 comentários


Não há sentido em enganar a si mesmo fingindo pertencer à uma pessoa que nunca conseguiu te alcançar. Causa um vazio imenso olhar para alguém que você deveria amar e saber que não sobrou nada do que um dia teve um futuro. Sentir absolutamente nada. É miserável. Nenhuma mente é capaz de se manter sã depois de muito tempo nessa situação, e a poesia é a última coisa que vai te salvar. Mas eu encontrei uma saída, um modo de recuperar o que sobrou da minha lucidez. Nada me fez tão bem naquela semana em que tudo mudou quanto sentir suas mãos nas minhas. Esqueci de te dizer que sempre me senti presa com outras pessoas que tentaram me dar amor, mas que encontrei a liberdade nos seus cabelos negros. Quase tão escuros quanto seus olhos. Você sempre me perguntava o porquê de eu nunca querer dormir no seu colo, e eu te disse que é por não querer perder o tempo que tenho com você. Esqueci de mencionar que não queria baixar mais ainda minha guarda. Eu não podia. Mas um dia eu resolvi arriscar e descansar no seu colo, e nunca dormi tão calmamente quanto naquele momento. Foi um porre dormir sozinha mais tarde. Eu ficaria mais confortável passando uma noite no chão do seu quarto do que jamais ficarei na minha cama. E te odeio por isso. Por me amansar, me deixar inofensiva, por fazer todas as noites parecem tediosas sem você me usando como travesseiro. Sempre me recusei a admitir, você me tem. Eu te faria mil haikais se você me pedisse. Escreveria um livro sobre suas mãos mais delicadas que as minhas. Cantaria pra você dormir todas as noites. Mas você não pede. Eu te daria tudo o que eu sou, vivo e sinto sem você me pedir. Te amo porque seu amor por mim é limpo. Suas mãos quando me tocam são leves. Você merece todo o amor do mundo, e eu sou eternamente grata e feliz porque, entre tantas pessoas, você me escolheu. Te amo como nunca.

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Título da postagem
25 de maio de 2016 | 1:22 PM | 2 comentários

Segunda, olho no espelho e vejo a decadência em que me encontro. Cabelos feios e embaraçados, pensamentos, esperança, planos que deixo para realizar na terça. Então, decido dormir. para o tempo passar rápido. Em um piscar de olhos, já é terça. Terça, no espelho vejo uma mulher decidida. Coloco os planos no papel, e lá fica. Não tenho tempo. Estou ocupada, fazendo nada. Nada me faz mal, só quando não faço nada. Meu coração acelera, o estômago dói. Imploro para terça virar quarta. As horas passam, passam e tornasse quarta. Ah, a quarta feira… o meu tempo de descanso de fazer nada. A quarta feira é como uma mãe. Acolhedora, tranquila e sempre no meio termo nem boa nem ruim, entre o ódio e o amor. O tempo passou, porém ainda tem tempo. Você ainda tem dois dias pra começar a por seus planos em prática. Você tinha dois dias, pois já é quinta, quinta a mulher que vejo no espelho, está de boca pintando de vermelho, como se fosse outra. Decide ir nos lugares onde planejou na terça. O tempo não dá trégua, não para. Passa, passa, passa, passa, passa, passa e sem conseguir realizar metade do que eu havia planejado, sexta se apresenta. O dia que os brasileiros amam. O carnaval das semanas. A obrigação de ser FELIZ, ir às festas, beber, beijar mais bocas de que possa se lembrar. E eu estou em casa, esperando o dia que vou poder ser feliz. Me recuso a ser feliz durante um copo de cerveja. Me recuso masturbar meu ego por uma noite e no outro lembrar que continuo uma bosta. Prefiro perder as noites de sexta ao jogar fora as minhas chances de ser melhor. “Prometo! Semana que vem, eu vou estar melhor.” Sábado, meus amigos lembram de mim. “Você precisa socializar, ver gente” “Desculpa gente. Eu estou com dor de cabeça” dor de cabeça, dor de não se encaixar, dor de ouvir vocês falando besteira. Domingo fico ansiosa, tristonha, feliz, nervosa, cansada…fim. Segunda tudo recomeça.

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Quem?
24 de maio de 2016 | 4:41 PM | 2 comentários

    

Eu sou esse monte de musicas acumuladas que me fazem se sentir bem ou mal, Eu sou um poster colado na parede com mil e outros posters colados na parede que pra alguém só serve de enfeite ou algo mais. Eu vejo gente correndo e nem sei pra quê, porque. Eu sou confusa e vejo a confusão nas pessoas. Eu gosto da sensação de quando sento para fumar e escutar The 1975, gosto da sensação de quando li pela primeira vez um livro velho empoeirado de minha mãe, gosto da sensação de calma e de paz e algumas vezes até me incomodam. Não sei, eu tenho esse jeito, as vezes escrevo as coisas e choro nas possibilidades de algumas meias verdades se tornam completas verdades. Tenho medo das pessoas, do meu cão, do meu caos. Eu tenho medo de viver, isso é engraçado, eu sei, mas eu sinto medo de muitas e muitas coisas por ai, é confuso, é doentio e é algo meu, algo que só eu consigo entender, entende? Eu não consigo falar olhando nos olhos, não consigo entender até certos pontos, eu julgo tudo e todos, eu me acho a certa de tudo. Eu odeio as meias verdades, odeio as possibilidades de que possam realmente se tonar completas verdades. Eu odeio ter que me tornar completamente algo.

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aquela
| 11:35 AM | 2 comentários

    

De vez em quando, surgiam em mim aquelas vontades de gritar pro mundo, sacudir a poeira, levantar o astral. De querer revolucionar, inspirar alguém, plantar aquela sementinha. De fazer alguma coisa pela vida. Mas era momentâneo, durava pouco. Eu sou 8:80 e raramente me mantenho em meios-termos, permaneço em estado de montanha-russa, agora em cima, logo, em baixo. No meu caso, o auge é vizinho do abismo.

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Ferida aberta.
| 9:53 AM | 0 comentários

Era como se eu tivesse há muito tempo no automático: palavras não foram ditas, oportunidades foram perdidas. Tudo isso me lembrou quem eu costumava ser, e eu lembrei de tirar a máscara. Mas agora, era tarde. Como se estivesse presa no meu rosto, ela se tornou parte de mim. Ah, aqueles suspiros não diziam "tem manteiga na geladeira", aqueles suspiros doíam como se meus pulmões estivessem afogados em risadas e beijos de mentirinhas. De vez em quando eu acreditava que poderia inventar de novo mas a partir dessas novas decepções eu me lembrava o porque de ter desistido de tentar antes. Como se por uma ferida aberta escorresse toda a minha esperança.

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Seu nome não é john.
23 de maio de 2016 | 4:39 PM | 0 comentários

   

Seus cabelos não são castanhos, seus olhos não são verdes, você não tem 1,74. Você não me disse que era fã de evanescence, não me levou pra ver um filme no cinema e depois pra ir tomar sorvete. Não me emprestou sua jaqueta quando eu estava com frio e nem dividiu o guarda-chuva comigo quando começou a chover. Não me levou pra casa e nem me deu um beijo de boa noite. Não me mandou uma mensagem dizendo “não se esqueça de mim” quando fechei a porta. Você não me disse seu nome, mas sei que não é John.

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642 coisas sobre as quais escrever: #5 Você tem alguma superstição? Com o que? Por quê você a tem? E como lida com isso?
| 11:41 AM | 0 comentários

Anos pares. Tomei muito trauma de anos pares porque foram sempre neles que me aconteciam coisas ruins. 2008, 2010, 2012, 2014 e agora 2016 estão tentando me matar. Isso é horrível. eu sou de exatas e eu gosto muito de números, mas infelizmente estou tendo uma certa antipatia por números pares também. Meu número de roupa? agora é 43/45. Meu número de sapato é 37/39. Eu sei que isso é uma grande palhaçada e uma coisa boba. Olááá??? alguém precisa começar a pensar como uma adulta aqui. Você já vai fazer 19 anos wong. 
Decidi que realmente quero tirar essa coisa idiota de mim... não sei como, talvez tentando ao máximo realizar coisas boas na minha vida nos anos pares. PAR. tenho tanta fobia dessa palavra porque talvez nunca conseguirei formar o meu. mas é aquele ditado né... vamo fazer o quê?

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Flor de inverno
22 de maio de 2016 | 12:47 PM | 0 comentários


E como toda flor ela precisava ser cuidada, mas todos se foram, e até mesmo você que dizia que a cuidaria partiu. Talvez ela nunca tenha valido a pena ou valesse a pena demais. Ela é o tipo de flor intensa que ama de verdade, e talvez você não sabe o que fazer com tanto amor. Talvez, talvez… são parecidos com e se, e se… Talvez ela nunca tenha sido a flor que você queria que florescesse no seu inverno, ou ela tenha sido a única que floresceu e você desistiu.

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O que estás escrevendo, wong?
| 1:04 AM | 0 comentários


Às vezes pensamos que o surgimento de um novo alguém em nossas vidas é para o nosso próprio bem. Muitas vezes acreditamos que é aquele alguém que tanto almejamos. Que nos cuidará quando mais precisarmos, e quando não precisarmos também - apenas pelo puro prazer de querer ver bem. Que nos amará nos momentos felizes e nos tristes, principalmente. Que coagulará até mesmo as feridas mais internas existentes em nossos corações. Que nos renovará. Que nos fará evoluir. Mas, convenhamos. Coração apaixonado é coração burro. Ingênuo, para falar a verdade. Que mesmo apanhando incessantemente, continua com seus batimentos típicos. Ou, então, atípicos, numa arritmia curiosa e involuntária, com sonoridade significante e semelhante a um pedido de socorro. Implorando por misericórdia a cada batida. E a cada batida, mais ele sangra. Não um sangramento normal para manter o ritmo de circulação de sangue em meu corpo. Ele sangra de tanto doer. Acredito ser a maneira que ele tem de chorar.
Quando a dor é grande demais para caber no coração, ela escorre como cachoeiras pelos olhos. E mesmo sendo você a causa, não te desejo dor igual. Ninguém no mundo, por mais cruel que seja, merece sentir isso.
Crueldade. Esse é o ponto. É aquilo que destrói. Corrói. Estraçalha todo e qualquer coração. Alimentar o sentimento de alguém, para depois destruí-lo de tantas formas consecutivas. Curar superficialmente com palavras ilusórias, e depois destroçar tudo o que ainda havia intacto. Quantas vezes um coração suporta a mesma surra? Talvez seja essa a sua graça. Talvez seja esse o seu divertimento. Ver até onde um coração se mantém vivo. Até onde ele suporta.
Poderia paragrafar sobre minhas dores e meus pensamentos até o fim dos meus dias nessa mesma prosa, visando a confusão existente em minha mente tão fértil e rápida, que faz zigue-zague pulando de um pensamento a outro em questão de segundos. Porém, finalizarei e reticenciarei aqui.
Sem mais delongas e sem despedidas, até que um novo sofrimento e devaneio se apoderem de todo o meu ser.
Até que um novo sofrimento me invada e me faça regurgitar palavras desconexas e encharcadas de sentimentos meus.
Como agora.
Como há pouco.
Como…
O que estás escrevendo, wong?

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Alice (?)
21 de maio de 2016 | 3:44 PM | 6 comentários


A história de Alice é, na realidade, triste. Os grandes contos de fadas são de outra época, a realidade era diferente e os valores extremamente conservadores. Então, ter uma filha esquizofrênica era considerado uma aberração, um crime. Os pais de Alice decidiram deixa-la em um sanatório, e ela permanecia, na maior parte do tempo, dopada. Quando não estava sob efeito de remédios, era violentada pelos funcionários. A menina tinha apenas 11 anos.
Cada um dos personagens e objetos da história, tem a ver com um desejo ou experiência de Alice.
O buraco pelo qual ela entra no País das Maravilhas, é, na verdade, uma janela de seu quarto, onde ficou presa durante toda a vida, pela qual ela desejava sair e conhecer o mundo à sua volta.
O coelho branco, para ela, representava o tempo. Aquele tempo que ela desejava que passasse logo, para que um dia ela pudesse sair daquele lugar. O tempo que ela via passar tão rápido, porém tão lento...
O Chapeleiro Maluco, era outro interno, seu melhor amigo. Alguém que deixava sua vida no hospital menos amargurada, com quem criava várias teorias de como seria a vida lá fora. O rapaz, em realidade, sofria de Síndrome Bipolar, por isso a personalidade do Chapeleiro na história, o mostrava ora alegre, ora depressivo, ora calmo, ora irritado.
A Lebre, companheira do Chapeleiro, era a menina que dividia o quarto com ele. Ela sofria de depressão profunda, e todas as vezes que Alice teve contato com ela, encontrou-a num estado de terror e paranoia.
O gato de Cheshire, um dos enfermeiros, em quem Alice confiou, mas acabou por enganá-la e violenta-la. O sorriso do gato, aquele que é tão marcado, era na verdade o sorriso obscuro que seu agressor abria, cada vez que lhe abusava, e a deixava jogada em um canto de sua acomodação, derrotada, triste e ofuscada.
A Rainha de Copas era a diretora do sanatório. Uma mulher má e desprezível, que não sentia sequer um pingo de compaixão para com os enfermos que estavam sob seus cuidados. Era a favor da terapia de choque e da lobotomia, e por diversas vezes ordenava que os funcionários espancassem, sedassem e prendessem em jaulas os enfermos que apresentavam comportamento que não lhe agradavam.
A Rainha Branca, sua mãe, uma mulher nobre e terna, que sofreu na pele o preconceito de ter uma filha doente, tendo que abandonar a menina em um sanatório, e nunca mais voltar a vê-la. As vagas lembranças que Alice possuía, era de momentos com sua mãe, e o motivo dela pensar que o mundo fora dos muros do hospital era um lugar melhor, era saber que a mãe estava lá, em algum lugar, para lhe cuidar.
Os Naipes, enfermeiros do hospital, apenas seguindo ordens o dia inteiro.
A Lagarta Azul, sua terapeuta, aquela que lhe dava as respostas, que lhe explicava o que acontecia e com quem ela conversava.
Tweedledum e Tweedledee, gêmeos siameses órfãos, que também estavam no hospital. Embora não possuíssem nenhum problema mental que justificasse sua internação, a aparência que tinham era assustadora, por isso foram reclusos.
O Rei de Copas, o médico psiquiatra do hospital. Alguém com complexo de inferioridade, que era incapaz de se opor às ordens da diretora.
Os frascos “Coma-me” e “Beba-me” eram as drogas que lhe davam. Por serem extremamente fortes, por várias vezes Alice tinha sensações diferentes e alucinações, bem como se tivesse encolhido ou aumentado de tamanho.
Tudo isso foi criado pela menina como se fosse um mundo paralelo. Uma realidade menos dolorosa daquela em que vivia. Ela já não podia suportar aquele local e tudo o que acontecia com ela ali dentro, então resolveu usar de sua imaginação infantil para amenizar a dor e o sofrimento. A irmã mais velha de Alice, é na verdade uma enfermeira do hospital, a quem a pequena era muito apegada. A enfermeira tinha um diário e nele anotava todas as histórias que Alice criava em sua mente. Todos os dias a enfermeira ia até o quarto da menina e ouvia seus desabafos e as aventuras que criava em sua mente. Sem deixar de anotar uma palavra sequer.
Infelizmente, Alice executa uma tentativa de fuga. Ela não obtém sucesso, e acaba detida pelos funcionários. A diretora furiosa, manda que espanquem a garota e apliquem a terapia de eletrochoque, para que nunca mais volte a se repetir. Após o castigo, Alice torna-se agressiva e violenta, ao ponto da diretora decidir que a única saída para ela, seria a lobotomia.
Alice viveu por muito tempo em um estado de “coma”. Ela nunca mais viveu, sorriu, tampouco falou. Devido a isso, teve seu corpo devastadoramente abusado, tanto, que acabou por ter hemorragia interna devido à violência empregada em um ato de estupro, e veio a falecer.
A enfermeira que escrevia suas histórias em um diário acabou por se afastar do sanatório, e Alice foi imortalizada como a menina sonhadora que viveu aventuras incríveis no País das Maravilhas.



Estou mesmo louca?

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Cafe Paris
20 de maio de 2016 | 11:20 AM | 0 comentários

Já é tarde pra lembrar que o tempo não volta atrás. A estrela que agora brilha talvez nem exista mais. Aos sonhos cabe juntar tudo que foi esquecido ao largo dessa avenida o que poderia ter sido. Seu olhar já não traz o fogo que iluminava os dias e ficam as cinzas nos cantos de intermináveis noites frias. Ainda que haja vontade, vontades são impacientes. Nós fomos pelo mesmo caminho, pra lugares diferentes. Au revoir mon amour. E ficamos a sós lado a lado, cada um com a sua culpa, que o amor tem o seu fardo, e sua dose de cicuta. Não se percebe a verdade até que se deixa o cortejo. Diziam que o rei estava nu. mas ele vestia um desejo. Au revoir mon amour

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sentimento pela música
| 11:16 AM | 0 comentários


Aquela música a reportou a um lugar distante na sua lembrança... parecia que o tempo era outro.
Com saudade, ela por instante viu seu antigo mp3, e com ele músicas que perdeu, pessoas que não fazem mais parte do seu cotidiano.. espaços em que ela não mais está.
Certos dias, as musicas provocam naquela moça imensa euforia, em outros dias, causavam tristeza, levavam à reflexão, mas ela sempre gostava, ela amava ouvir as músicas que gostava. Música é mesmo remédio pra alma, não restam dúvidas, ela pensava.

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#1 DYC: 10 segredos.
| 11:14 AM | 0 comentários


Aquele momento que você para por alguns minutos e fica simplesmente encarando a parede, tentando pensar em algo, mas bem, é assim que eu passo todo o tempo, e não só alguns minutos. Foi meio complicado formular essa postagem... mas até que consegui formular os tópicos.

 Já me cortei.

 Eu fumava... mas uma amiga pediu para parar então o fiz.

 Tentei suicídio.

 Eu ainda tenho certas inseguranças de quando eu tive depressão. Eu finjo estar bem todos os dias.

 Preocupa-me o fato de eu ser muito sensível e "estranha". Eu tento ser engraçada para esconder isso. Ás vezes acho que eu realmente não deveria ser tão obcecado com o que as pessoas pensam de mim. Sobre a coisa de ser sensível, a propósito, há um número surpreendente de coisas que eu considero ser traições da mais alta ordem.

 Baixa autoestima (mas isso não é segredo exatamente)

 Já tive fantasias *aquela carinha* com meu professor.

 Não consigo encarar as pessoas por muito tempo (ok, isso tá mais para um fato)

 Além da depressão tive outros problemas psicológicos, e que não estão totalmente curados.

 Esse blog é secreto. Ninguém que conheço pessoalmente o lê.


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